23 Dez

Moda Plus Size: beleza, estilo e elegância sem tamanhos

Embora alguns padrões de beleza costumem ser impostos em cada época, a Moda Plus Size tem começado a ocupar o seu espaço. Cada vez mais vemos marcas destinadas a esse público, além de modelos com curvas fartas em desfiles de marcas tradicionais e em grandes revistas de moda.

Além do mais, padrões de beleza impostos não estão com nada: ter estilo é gostar de si mesma, conhecer o seu corpo e saber valorizar o que se tem de melhor! Com alguns truques básicos, você valoriza o que tem de melhor e fica ainda mais linda.

Para se conhecer melhor, a blogueira Lara dá algumas dicas: ao invés de se martirizar olhando fotos de moda com modelos magrinhas, passe mais tempo se auto-observando e vendo o que cai melhor. É legal observar pessoas que são cheinhas e que você considera elegantes e ver quais combinações elas usam que pode ficar bacana em você também. Prove as suas roupas formando diversas combinações diferentes, até ver as que melhor te valorizam. Além do espelho, conte com uma câmera fotográfica para poder se enxergar de vários ângulos e do olhar amigo de alguma amiga em que você confie na opinião.

Esses truques e dicas que a gente separou valem para praticamente todas as mulheres que estão acima do peso. Experimente! Depois, é só arrasar e se sentir cada vez mais linda.

(clique nas imagens para ver maior)

Post sugerido por: Guelber Karina Almeida Prezotto – Santo André – SP

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21 Dez

Cuidando da beleza com ingredientes que temos em casa

Já postamos anteriormente (aquiaqui) dicas de produtos cosméticos que podem ser facilmente manipulados em casa, fazendo com que tenhamos produtos de beleza isentos de componentes que possam fazer mal para a nossa saúde ou para a do planeta.

Mas essa idéia pode ser ainda melhor: alguns truques de beleza podem ser feitos com ingredientes super básicos, daqueles que sempre temos em casa! A maior prova de que a natureza nos fornece aquilo que precisamos para sermos bonitas e saudáveis. Mais um motivo para cuidar bem dela, certo?

* Óleo vegetal ou azeite são perfeitos para remover a maquiagem. Além disso, o azeite ainda protege, alimenta e cicatriza a pele. Pode ainda ser utilizado para fortelecer as unhas quebradiças ou contra as irritações da pele e as mãos secas.
* O chá de camomila é um excelente antídoto contra as olheiras: um algodão embebido no chá gelado sobre os olhos é um santo remédio!
* Rodelas de pepino, também geladas, são outro maravilhoso cosmético para as olheiras.
* Meia dúzia de morangos esmagados com um tantinho de mel são perfeitos para revigorar a pele do rosto. É um ótimo truque para essa época do ano, onde costumamos ficar com a expressão cansada.
* Uma folha de gelatina incolor dissolvida em água e quatro gotinhas de álcool torna-se um incrível substituto para a musse fixadora de cabelos.
* Um abacate amassado com uma colher de sopa de mel resulta em uma máscara hidratante para dar fim aos cabelos ressecados.
* Um copo de iogurte natural e folhas de hortelã são tudo o que você precisa para hidratar o rosto, inclusive para quem tem a pele oleosa. É só aplicar o iogurte na face, cobrindo-a, em seguida, com asfolhinhas de hortelã.
* O açúcar cristal (ou aveia), se misturado a um poquinho de mel, é um poderoso esfoliante. No verão, aplicado após o sol, seguido de um hidratante, ajuda a manter o bronzeado.
* Um kilo de açúcar, uma colher de mel, um copo d’água e o suco de um limão, fervidos até caramelizar, em fogo brando, substituem a cera depilatória.
* Uma colher de sopa de amido de milho misturada a uma clara de ovo torna-se uma máscara tensora pré-maquiagem: aplicando-a no rosto, deixando secar porvinte minutos e removendo com água fria, prepara a pele para receber a maquiagem.
* Trinta gramas de cravo cozidos (durante três horas, em banho-maria) em 200 ml de azeite de oliva resultam num poderoso óleo fortificante para as unhas.

Todos esses cosméticos são facilmente manipulados, ecologicamente corretos e baratinhos. E te deixam linda, claro! Quer coisa melhor do que isso?

Post sugerido por: Mariana Angeli Paulino – São Paulo/SP

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16 Dez

Libere a artista que existe em você e faça suas próprias roupas e acessórios, reciclando.

Todas temos dentro de nós uma artista escondida e, se já não fizemos, temos plana capacidade de criar algo novo ou transformar algo que já temos – e está “encostado” – em algo ainda mais legal.

Muitas vezes temos peças das quais gostávamos, mas por algum motivo deixamos de usar – ou por termos enjoado, ou por ter estragado, ou por não servir mais. Então por que não dar um novo uso a essas peças?

Reciclar as nossas roupas, além de uma atitude ecológica, pode ser super divertido. E ainda nos render peças novinhas, e ainda exclusivas.

Confira esses vídeos-tutoriais, lance mão daquelas peças que estão paradas no guarda-roupa e ganhe modelos novinhos!

Quer um acessório super elegante para as festas de final de ano? Aqueles colares que estão sem uso há um tempão, junto, podem se transformar em um novo, poderosíssimo! No vídeo, ele é feito com colares de pérolas, mas outras contas e correntes também dão conta do recado!

Os coletes jeans estão super em alta! Aquela jaquetinha que você não usa mais pode se transformar em um colete cheio de estilo, com aplicação de tachas.

Até o jeans velho do namorado entra no esquema! A apresentadora Sabrina Sato ensina a transformar um jeans masculino em um shortinho cheio de estilo.

Uma camiseta básica pode ganhar um toque mais feminino com a aplicação de babados no decote. A mesma técnica ensinada no vídeo também pode ser utilizada para aplicar babados nas mangas ou na barra da blusa.

Outra maneira de dar um toque de feminilidade nas camisetas é aplicando um laço de renda.

Com a moda folk do verão, as franjas estão super em alta! Uma camiseta mais soltinha pode ser cortada em franjas, para um look que vai super bem à praia, ao campo ou a festivais de música!

Post sugerido por: Priscilla Saccoman – Campinas/SP

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12 Dez

Artistas de periferia: a cultura que vem do gueto

“A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada.

As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação.” (Camila Putti, Suburbia)

As dificuldades das pessoas que vivem às margens da sociedade não se limitam apenas à moradia, alimentação e saúde. A elas, também é negado o acesso à cultura e a chance de mostrar o seu trabalho. O desemprego não atinge apenas pedreiros, empregadas domésticas e operários. Muitos artistas vivem nas favelas e lutam para mostrar o seu trabalho, muitas vezes em vão, pois o preconceito da nossa sociedade usualmente não permite que o trabalho produzido pelas camadas sociais mais baixas chegue nas galerias de arte, rádios ou cinemas.

Felizmente existe muita força de vontade e persistência em meio a esses guetos, fazendo com que os projetos não morram por falta de incentivo da população ou do governo. Na capital mineira, foi criado há alguns anos o “Guia Cultural de Vilas e Favelas de Belo Horizonte”, coordenado por uma antropóloga. A produção mapeada pelo guia, que contou com recursos do Fundo de Projetos Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de BH, revela o trabalho de quase sete mil aristas profissionais e em formação. Iniciado com a intenção de mostrar o trabalho feito nessas comunidades para quem vive fora delas, o projeto acabou por dar origem à ONG “Favela é Isso Aí”. A organização não-governamental une os artistas de periferia, colocando em discussão constante a questão da política cultural. Além disso, eles ainda pretendem atuar como uma “produtora comunitária”, viabilizando a gravação de CDs e videoclipes e dando apoio na divulgação dos projetos dos artistas.

O grupo de dança Brother Soul é um dos apoiados pela ONG, que tem na dança e na música a maior parte dos seus artistas:

O projeto U-Gueto, que possui crianças na percussão, também faz parte dos grupos apoiados pela ONG “Favela é Isso Aí”:

“A função da arte nas periferias vai muito além da “desmarginalização”. A arte e a cultura  formam um novo indivíduo, com mais habilidades, mais sensibilidade – no que diz respeito a percepção -, com mais esperança, com mais respeito ao seu próprio país que o coloca na situação de marginalizado. Elas trazem para a periferia uma segunda chance. Um escape do dia-a-dia. Transforma esta sociedade num espaço mais solidário, mais produtivo, mais rico, e efervescente.” (Camila Putti, Suburbia)

Post sugerido por: Manuela Almeida – Salvador/BA

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07 Dez

Do lixo à cultura: catadores que transformam rejeitos em cultura para aqueles que não possuem acesso.

No Brasil, é impensável falar na questão da reciclagem sem falar nos catadores de lixo. Estima-se que 1 em cada 1.000 brasileiros seja catador. Só em São Paulo, somam-se cerca de 25 mil profissionais, entre carroceiros, catadores e coletores que desviam, diariamente, alguns milhares de quilos de rejeitos dos lixões. A importância deles se torna ainda mais clara quando pensamos que o Brasil produz atualmente cerca de 250 toneladas de lixo diariamente e que esse material, se não reciclado, ficaria se acumulando em aterros, poluindo águas e terras.

Entretanto, embora o papel social e ambiental desses profissionais seja extremamente nobre, o trabalho não vem acompanhado de tamanho glamour. A maioria deles caminha cerca de 30 quilômetros por dia, debaixo de chuva ou sol, puxando até 400 quilos, em busca de materiais que muitas vezes só são encontrados depois de muita busca, em sacos de lixo cheios de rejeitos que podem transmitir doenças ou machucá-los, já que a maioria não usa proteção alguma – seja por falta de dinheiro oi por falta de informação. Além disso, é também comum que sejam confundidos com mendigos ou marginais, ou simplesmente ignorados pela maioria das pessoas. Isso tudo para ganhar não mais do que um ou dois salários mínimos por mês.

O destino da maioria desses materiais “catados” é a reciclagem: os catadores são responsáveis por grande parte da separação e coleta de materiais que a indústria da reciclagem reprocessará. Outro destino desses materiais são as ONGs, cooperativas e associações que produzem artesanato a partir de rejeitos e resíduos, como as que mostramos no penúltimo post.

Mas o mais interessante em meio à realidade dos catadores são algumas histórias quase mágicas, protagonizadas por algumas pessoas que, em meio à sua realidade dura, arranjam inspiração para melhorar a vida de outras pessoas.

Um exemplo disso é a do senhor Severino Manoel de Souza, de 58 anos, que montou uma biblioteca pública em Itapecerica da Serra, São Paulo, que hoje já conta com mais de 15 mil obras. As primeiras foram encontradas em 2001, jogadas no lixo. Embora estivessem roídos por ratos e maltratadas pelo tempo, os cerca de 600 livros que seu Severino resgatou em meio ao esquecimento dos lixões montaram a primeira biblioteca criada por ele, na capital, em um prédio ocupado por movimentos populares de moradia.

Hoje em dia, após divulgação do trabalho do catador, a biblioteca já recebe doações. Severino afirma que os livros são sua paixão, sua “sobremesa à noite”.

Outro exemplo disso é o ex-morador de rua Robson Mendonça. Ele conta que, quando vivia na rua, era privado não só de ter um lar ou uma alimentação digna, mas também do acesso à cultura. As bibliotecas públicas não permitiam que pessoas “sem residência fixa” retirassem livros, e mesmo que ele tentasse lê-lo sentado nas mesas do local, sofria preconceito por parte dos demais freqüentadores. Assim, quando sua situação melhorou, ele resolveu ajudar aos que passavam pela mesma privação. Também com obras encontradas no lixo ou doadas, ele montou a “Bicicloteca”, uma biblioteca sobre rodas. As pessoas, moradores de rua ou não, podem retirar os livros, contanto que se comprometam a devolverem ou, ao menos, doarem para outras pessoas.

Outro protagonista de uma história de tamanha nobreza é o senhor José Luis Zagati. Apaixonado por cinema desde criança, o catador resolveu montar o seu próprio cinema depois de achar uma carcaça de projetor, além de filmes, em meio aos lixões. Assim, nascia o Mine Cine Tupy, que hoje apresenta filmes para crianças que não têm acesso à cultura veiculada nos caros cinemas do país.

Post sugerido por: Cassiane Wigner Brochier – Santa Maria/RS (“A próxima matéria poderia ser sobre as pessoas que vivem e se sustentam através de materiais reciclados. Qual o destino desses materiais, como essas pessoas fazem a diferença, inclusive no mundo da moda, arrecadando matéria-prima.”)

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29 Nov

Cosméticos naturais feitos em casa

Embora a indústria cosmética nos ofereça uma série de produtos eficazes, com lindas embalagens e um enorme apelo comercial, muitos dos produtos que utilizamos podem facilmente ser manipulados em casa, com ingredientes naturais, facilmente encontrados no mercado e a um custo baixo.

Além de serem ecologicamente corretos, geralmente compostos por ingredientes biodegradáveis, e com um valor acessível, bem mais barato do que comprá-los prontos, existem ainda diversas outras razões para você fazer seus próprios produtos de beleza:

São eficazes: Os cosméticos caseiros possuem mais princípios ativos do que um produto industrializado;

Possuem uma composição saudável: Quando você manipula os seus próprios produtos de beleza, você conhece integralmente a composição dos produtos que utiliza. Algumas substâncias contidas nos cosméticos do comércio são escolhidas pelo preço e não pelas suas propriedades. Os cosméticos naturais não contém ingredientes desnecessários.

São feitos ao seu gosto: Manipulando os seus próprios cosméticos, você pode adaptar a textura, a espessura e o aroma como mais lhe agrada.

São inofensivos para a saúde: Os produtos 100% naturais são desprovidos de substâncias químicas perigosas. Enquanto você cuida da sua beleza, também respeita sua saúde.

Simplificam a vida: Os cosméticos naturais procuram restabelecer o equilíbrio natural da pele. Em casa, você pode fazer um creme que contenha as propriedades de diversos cremes industrializados, dispensando o uso de diversos cremes diariamente.

É divertido!: Produzir os seus próprios produtos de beleza é uma atividade lúdica, saudável e, por que não, artística. Você participa passo-a-passo do cuidado da sua beleza e saúde, deixando-se levar pelos sentidos, combinando cores, aromas e texturas. E ainda pode criar rótulos originais, embalagens bonitas… E até fazê-los desta forma para presentear suas amigas e familiares!

Confira essas receitas fáceis, acessíveis e eficazes e cuide da sua beleza sem deixar a saúde e a preocupação ambiental de lado!

CABELO

Máscara capilar para todos os tipos de cabelos

1 gema de ovo batida

3 colheres (sopa) de iogurte natural

1 colher (chá) de óleo de abacate

4 gotas de óleo essencial de semente de cenoura

Misture os óleos com a gema e o iogurte em uma tigela grande. Bata até obter uma mistura fluida e homogênea. Lave o cabelo com xampu e aplique o tratamento nos fios úmidos. Enxague, alternando água fria e morna (nunca quente). Termine com água fria. Use semanalmente.

Máscara para cabelos secos

1 copo de iogurte natural

1/2 abacate

1 colher (sopa) de óleo de amêndoa doce

1 cápsula ou ampolinha de vitamina E

1 colher (sopa) de mel

1 cenoura crua

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Reserve. Lave o cabelo com xampu normal. Em seguida, aplique a máscara nos fios espalhando com um pente. Enrole a cabeça com papel alumínio e espere 40 minutos. Enxague com água morna e aplique condicionador. Repita a cada 15 dias.

ROSTO

Máscara caseira para pele seca

uma gema de ovo

1/2 colher (sopa) de azeite

1/2 colher (sopa) de suco de limão.

Misture tudo. Passe no rosto depois de lavá-lo, tomando cuidado para não cair nos olhos. Deixe agir por 10 minutos e enxague bem.

Máscara caseira para pele oleosa

uma clara de ovo

com duas colheres (sopa) de fubá.

Misture tudo. Espalhe sobre o rosto limpo e deixe ficar até sentir que a mistura secou e endureceu. Retire o que puder co um pano seco e enxague bem com água fria. Aplique uma clara de ovo batida para tonificar a pele e fechar os poros. Enxague.

CORPO

Peeling corporal natural

Sal grosso ou açúcar não-refinado

Azeite de oliva ou óleo de amêndoa ou jojoba

Encha um pote de vidro ou plástico (pode ser de algum cosmético que já acabou, desde que seja bem higienizado) com sal grosso ou açúcar não-refinado quase até a borda e depois preencha com o óleo até encher.

Além de deixar a pele mais sedosa, permite aos cremes anti-celulite, anti-estrias e tonificantes que penetrem melhor e ajam de modo mais eficaz. E ainda ajuda a ficar com um bronzeado uniforme e a longo prazo, mesmo depois do final das férias.

Post sugerido por: Nathália Espíndola  – Itajai / SC

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25 Nov

Ecológico e socialmente correto: ONGs que produzem artigos de Moda com materiais reciclados

A reciclagem não se limita apenas à recuperação e reprocessamento de materiais pela indústria (tais como papéis reciclados e novos materiais a partir de garrafas PET). O upcycling, um processo que consiste em transformar resíduos, produtos ou materiais descartados ou sem valor subjetivo em novos produtos com mais valor, uso ou estética. Esse processo, além de ser mais simples de ser realizado, não necessitando de uma indústria por trás, é um processo mais “limpo” do que a reciclagem industrial: dispensa as altas quantidades de água, energia elétrica e produtos químicos que costumam ser utilizados pela indústria de reciclagem.

Nesse sentido, inúmeras ONGs e cooperativas espalhadas pelo país têm realizado projetos e produzido produtos de Moda a partir de materiais descartados da indústria têxtil e até mesmo recolhidos dos lixões. A maior parte dessas entidades, além de utilizar materiais reciclados para a produção de seus bens, tem sua equipe formada por pessoas, em especial mulheres, em situação de vulnerabilidade. Se pensarmos que o conceito da sustentabilidade envolve, não apenas o ecologicamente correto e viável, mas também o socialmente justo e o culturalmente diverso, esse tipo de trabalho é uma forma de produção totalmente de acordo com a idéia.

Pensando no fato de que no Brasil cerca de 40 milhões de pneus são produzidos anualmente, a ONG Arte em Pneus produz mobílias e acessórios de Moda cheios de estilo com pneus reciclados. É uma bela maneira de dar um novo valor a produtos que ficariam largados em lixões e aterros.

A reciclagem também é o mote central da Toque de Mão, um grupo de artesãos oriundo da ONG Pro-Social. Alimentando e sendo alimentado pela indústria da Moda, o grupo produz o seu artesanato basicamente a partir de retalhos que recebe de doação das empresas, ao mesmo tempo que produz para diversas marcas de roupa cariocas.

Outro exemplo disso é o projeto Costurando o Futuro, que assim como a Naturezza, desfilou na última edição do Oscar Fashion Day. Atuante em várias cidades, o projeto capacita mulheres de baixa renda para trabalharem na indústria têxtil, dando cursos de corte e costura em comunidades pobres. Na Favela Canal das Tachas, no Rio de Janeiro, o projeto ainda ganhou um viés ecológico. Além dos cursos de capacitação e do acompanhamento posterior a eles, o projeto contrata alguns alunos para trabalharem no projeto Onda Carioca, que produz bolsas e acessórios utilizando resíduos de banners publicitários.

Já o grupo Reciclar T3, que contempla um Instituto de Pesquisa, Criação e Capacitação para o Design Ambiental, produz acessórios a partir de materiais descartados bastante inusitados e capacita para o trabalho com recicláveis através de cursos técnicos ministrados por profissionais específicos de cada tipo de matéria-prima. Bolsas e gravatas a partir de latas de óleo e um sofá feito com placas de trânsito são algumas das invenções criativas da ONG que foi criada pela designer Águida Zanol que, há quase dez anos, já produzia e realizava exposições de sua art wear (arte vestível).

Post sugerido por: Cristina A. F. Gafanha – Santos/SP

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23 Nov

Transformando uma calça jeans velha em uma ecobag: dupla sustentabilidade!

Reciclar é uma atitude sustentável, certo? Dispensar as sacolas plásticas utilizando uma ecobag também, certo? E se pudermos unir as duas coisas? Perfeito, dupla atitude sustentável! Seguindo o passo-a-passo encontrado aqui, você aprende a fazer uma ecobag dobrável que se transforma nessa carteirinha super fofa abaixo, perfeita para carregar dentro de qualquer bolsa, para estar à mão quando você resolver fazer comprinhas de última hora.

A ecobag do tutorial em questão é feito de um material plastificado, semelhante ao utilizado em algumas toalhas de mesa, mas você pode fazer a sua utilizando uma calça jeans que não serve mais, ou ainda que manchou o rasgou. Ou ainda o material que a sua criatividade (e as suas sobras de casa!) permitirem: serve uma capa de almofada antiga, uma toalha de mesa manchada, uma cortina que foi trocada, um casaco que não serve mais, e por aí vai…

E pra quem vai se aventurar pelo mundo do “corte e costura”, que tal ao invés de comprar papel craft para os seus moldes, fazê-los em jornais velhos? Assim você deixa o seu projeto sustentável de ponta a ponta! Post sugerido por: Cristiane Mangini Polenz – Santa Maria/RS

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21 Nov

Acessórios de trapilho: estilo e beleza aliados à sustentabilidade

“Trapilhos” são aquelas tirinhas feitas com qualquer espécie de tecido. Além de permitirem uma série de diferentes usos, essas tirinhas são ecologicamente corretas: amenizam o impacto ambiental da produção têxtil ao passo que reaproveitam as sobras de materiais.

Inúmeros artesãos desenvolvem e confeccionam acessórios de Moda ou de decoração a partir desta técnica, utilizando resíduos que coletam da indústria têxtil. O grupo carioca Crochetando Vidas, por exemplo, produz belíssimas peças em crochê com sobras de malha que recebem como doação.

As formas de manufaturar o trapilho para torná-lo um acessório podem ser as mais diversas que a criatividade permitir: trançando-o, utilizando como fio para tricô ou crochê, a partir de teares… O resultado disso podem ser bolsas, colares, echarpes, chapéus, além de tapetes, capas para almofadas, toalhinhas de centro…

O mais legal é que você, em casa, mesmo sem os resíduos das confecções, pode fazer seu próprio artesanato de trapilho, ainda de maneira sustentável. Sabe aquela peça de roupa que rasgou, manchou ou não serve mais? Ela pode ser cortada em tirinhas e se transformar em um lindo acessório! Veja aqui como transformar uma camiseta velha em um lindo colar:

Siga o passo-a-passo abaixo!

Marque na camiseta linhas paralelas onde você irá cortar, com uns 4 cm entre elas. Dê um piquesinho com a tesoura para começar a rasgar, e rasgue até o outro lado com as mãos. Depois estique a tira. É esse o detalhe que fará toda a diferença.

Vá repetindo o processo até o final, obtendo várias tiras.

Separe duas tiras para juntar todas as outras numa única peça. Enrole como na imagem para dar o acabamento.

O colar está pronto, para um look despojado e bem transado.

Aproveite também botões e metais velhos, que sobraram de antigas peças de roupa, para enfeitar os seus colares:

Mais algumas dicas:

  • Aqui você encontra um passo-a-passo ilustrado de como cortar uma camiseta.
  • Aqui você encontra dicas de como fazer colares a partir dessa técnica.
  • Aqui um passo-a-passo ilustrado de como fazer crochê a partir de camisetas.
  • Aqui passo-a-passo para fazer uma bolsa de trapilho.

Post sugerido por: Naiala Ferreira de Oliveira – Itapetinga/BA

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